CHAMINÉ ALGARVIA em Terras de Nexe
Consideradas como um marco destacável à distância, sempre bem visível sobre os telhados, por entre amendoeiras, alfarrobeiras, oliveiras e outras arvores, são joias de bom gosto, revelando um trabalho criativo que resulta em espetáculo e fascínio e, que era um desafio à capacidade dos mestres pedreiros, que sem quaisquer recursos a um projeto, as concebiam.
Em S. B. Nexe, encontram-se por toda a freguesia de todos os tamanhos, formas e feitios; retangulares, quadradas, redondas, semiesféricas, sextavadas, cónicas, estreitas ou largas, baseadas no bom gosto e no valor de quem as mandava fazer, resultando daí uma cúpula, minarete, pombal, adufa, catavento, ranhuras ou rendilhadas, sendo ainda algumas delas epigrafadas com a data de construção da casa.
Eram estas construídas a partir de uma base sobre o telhado, normalmente de caliço, cal e alguma areia na sua estrutura. A sua ornamentação era feita à base de telha e roncões (ladrilhos), material utilizado na construção, e algumas exibiam no topo um lindo catavento. A partir da década de 50 do século passado, esta arte foi abandonada e substituída por réplicas de cimento ou de cerâmica que se adquirem nas lojas de materiais de construção civil ou artesanato, e que servem também de candeeiros, apliques de parede ou lanternas de jardim.
Depois de um inventário feito há anos atrás, leva-me em crer, ser S. B. Nexe uma das freguesias do Algarve onde se regista, provavelmente, a maior concentração destas obras de arte, bastante artísticas, imponentes e diversificadas das mais variadas formas e tipologia, que faziam parte da vida do nosso povo.
Hoje existem ainda na freguesia mais de duas centenas de exemplares, com uma média de cinco por quilómetro quadrado, dos quais, cerca de 20% encontram-se em ruínas ou para lá caminham por se encontrarem em casas abandonadas ou já em ruínas, e que hoje se exige a sua preservação. Pois cada uma que desaparece a freguesia fica mais pobre.
A chaminé faz parte também da simbologia heráldica de algumas freguesias do Algarve como; Almancil, Boliqueime ou Ferreiras e, durante três décadas ela foi também o símbolo turístico da Região. Também ela está presente em muitos logótipos de instituições e empresas da região. Coelho Mestre
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